quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Cases de sucesso - empreendedores brasileiros

Fonte: Exame PME - Novembro/08

Welson Jacometti
41 anos, formado em ciência da computação
Empresa - CAS Tecnologia — São Paulo, SP
Engenharia de sistemas
Receitas 2007
16 milhões de reais
Receitas 2008
26 milhões de reais (1)
(1) Previsão

Um dos primeiros telefonemas que Welson Jacometti recebeu na sua empresa, a CAS Tecnologia, fundada em 2000, foi de um executivo da Embratel. Ele queria um sistema capaz de processar as faturas das ligações interurbanas dos usuários à medida que elas iam sendo feitas. "Na época, a Embratel não conseguia dar conta do volume de telefonemas e as contas podiam levar vários meses até chegar aos clientes", diz Jacometti. O projeto fez da CAS uma especialista em identificar e transformar em receita as perdas de prestadoras de serviço. A idéia passou a ser aplicada às concessionárias de energia elétrica, para quem a empresa fornece sistemas capazes de identificar onde há perdas ou desvios na rede de distribuição. Mais recentemente, um serviço semelhante passou a ser vendido a condomínios, para controle individual de consumo de água e gás. Hoje, a empresa que Jacometti fundou com mais quatro sócios tem mais de 50 grandes clientes entre eles a concessionária de energia elétrica Light, no Rio de Janeiro, e a Coelba, na Bahia. "A conquista de grandes companhias demonstra o acerto da estratégia de Jacometti", diz Silvio Genesini, presidente da Oracle e jurado do Prêmio Endeavor & EXAME PME de Empreendedorismo.
Gladinston Silvestrini




Alex Augusto
33 anos, formado em ciência da computação
Empresa - CiaTech — São Paulo, SP
Ensino a distância

Receitas 2007
8,5 milhões de reais

Receitas 2008
11,5 milhões de reais (1)
(1) Previsão

Quando fundou a empresa de ensino a distância CiaTech, em 1997, o paulista Alex Augusto não tinha nem uma linha de telefone - era preciso ir até o orelhão para marcar reuniões. Faxineira, nem pensar. Ele e seu sócio, Marcelo Sato - ambos então com 20 anos e recém-formados em computação -, se armavam de vassoura e esfregão para limpar o escritório. "O começo foi duro e não tínhamos um tostão", diz Augusto. Uma das dificuldades foi encontrar espaço num mercado muito pulverizado. Augusto sabia que uma das maiores queixas das empresas que compravam esse tipo de curso era a alta evasão dos alunos, mesmo eles sendo seus próprios funcionários. "A maioria dos programas do mercado era muito chata, por isso muitas pessoas não terminavam", diz Augusto. A CiaTech então contratou roteiristas e outros profissionais de comunicação para criar conteúdos atraentes. Deu certo. A empresa atende hoje grandes clientes, como Claro, Banco Real e Avon. Para continuar crescendo, Augusto planeja inaugurar uma filial na Espanha nos próximos anos para atender o mercado europeu. A empresa já revende seus cursos para a Europa por meio de representantes. "Acredito que vamos lucrar mais sem intermediários", diz Augusto.
Carla Aranha

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